Escassez de Componentes Eletrônicos no Comércio Mundial

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Escassez de Componentes Eletrônicos no Comércio Mundial
Componentes Eletrônicos

A escassez de componentes eletrônicos no comércio mundial é uma situação bastante crítica para seus abastecimentos. No início de 2020, quando as indústrias do mundo todo depararam com o travamento do consumo, face a pandemia, os fabricantes de componentes, em especial, circuitos integrados, também tiveram suas fábricas paralisadas. Isso fez com que, alguns meses depois, com a retomada das atividades pelas indústrias compradoras, se esgotassem todas as possibilidades de fornecimentos nas cadeias de estoques, sejam nos próprios fabricantes, distribuidores e revendas. Os problemas se tornaram muitos sérios , onde os fabricantes de eletrônicos e indústrias dependentes desses insumos, suspenderam suas linhas de produção, até mesmo no uso de produtos com complementos de tecnologia, como vem ocorrendo com algumas montadoras de automóveis, por falta e/ou atrasos nos fornecimentos desses insumos.
Somado a esses fatores, as indústrias também estão sendo obrigadas a suportar o aumento significativo dos preços na origem, face ao desequilíbrio de abastecimento entre a oferta e procura desses componentes eletrônicos.
Além do problema de aumento de preços dos componentes, os custos dos fretes internacionais, vem incidindo fortemente nos impactos logísticos de cargas para o Brasil, onde as empresas sentem a necessidade de absorção desses custos adicionais sem onerar a etapa final de comercialização e não comprometer seus próprios negócios.
Os fabricantes de equipamentos e placas eletrônicas foram pegos de surpresa nas últimas semanas com a decisão do governo em reduzir o imposto de importação sobre produtos indústrias que requerem componentes eletrônicos como insumos em seus produtos vem vivenciando os acabados. Além de sofrerem todas as variantes de aumentos dos preços e seus “Custos Brasil”, abriu-se uma brecha de concorrência de produtos prontos lá de fora chegarem aqui mais barato, podendo provocar uma enxurrada de empresas saindo daqui e montando suas fábricas em outros lugares do mundo. Certamente uma medida dessa natureza, não foi levada em conta a probabilidade de aumento do desemprego que já é muito grave no país.
Acreditamos muito na retomada dos negócios a partir do segundo semestre e é preciso que os nossos governantes estejam alinhados com as classes empresariais, gerando condições para manter as fábricas dentro do limite mínimo de sobrevivência, estancando fortemente todos os entraves burocráticos que se cria o tempo todo.

Abraços!

Até o próximo artigo.

Colaboração: José Carlos Ribeiro

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